TDICS NAS ESCOLAS PÚBLICAS E O RACISMO ESTRUTURAL IMBRICAÇÕES INTERSECCIONAIS E OS DESAFIOS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
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Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar o uso e apropriação das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) nas escolas públicas, refletindo sobre os desafios e as potencialidades de uma educação que busque cotidianamente uma postura antirracista. Para tanto, aplica-se uma abordagem de pesquisa qualitativa e reflexiva, de caráter teórico, fundamentada em uma revisão bibliográfica crítica de autores negros brasileiros e pensadores da área das TDICs e educação. O texto discute como o racismo estrutural e as imbricações interseccionais influenciam as práticas pedagógicas, inclusive nas mediadas pelas TDICs baseando-se em autores como Sílvio Almeida, Sueli Carneiro, Cida Bento, Nilma Lino Gomes, Bárbara Carine Soares Pinheiro, dentre outros. Buscou-se problematizar o risco das tecnologias digitais, quando usadas apenas como ferramentas e sem criticidade, reforçarem processos de invisibilidade e exclusão simbólica, principalmente, de estudantes negros. Pretende-se analisar as limitações das propostas políticas de inclusão digital e os desafios que se têm na formação de professores com ênfase na justiça racial. O artigo também sinaliza o quanto é necessário a ressignificação curricular e de práticas pedagógicas que valorizem a representação, a autoria e a produção de saberes contra-hegemônicos no ambiente escolar e as tecnologias digitais podem ser um instrumento para tal . Conclui-se que a promoção de uma educação antirracista mediada pelas TDICs exige uma intencionalidade política que reconheça a necessidade de se enfrentar as desigualdades raciais e também valorizar as vozes que foram silenciadas ao longo da história no ambiente educacional.
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Referências
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